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Da temperatura a embalagem: confira dicas do SIM para consumo seguro de alimentos

Da temperatura a embalagem: confira dicas do SIM para consumo seguro de alimentos

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Serviço de Inspeção Municipal também é responsável pela proteção do meio ambiente e a regularização das agroindústrias para comercialização e transporte deste tipo de mercadoria.

ANDRÉ GARCIA SANTANA

Ao comprar qualquer tipo de alimento, consumidores devem estar atentos à qualidade e aparência dos produtos, quesitos que ajudam a garantir a segurança de sua ingestão. O rótulo é um importante aliado nesta missão. É nele que são encontradas informações nutricionais, datas de fabricação e validade por exemplo.  Outro aspecto fundamental neste contexto é o registro de inspeção sanitária, concedido pelo Serviço de Inspeção Municipal (SIM).

O órgão, subordinado à Secretaria de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, também é responsável pela proteção do meio ambiente e a regularização das agroindústrias para comercialização e transporte deste tipo de mercadoria. Ou seja, o Serviço certifica, inspeciona e monitora o funcionamento de estabelecimentos do tipo de abatedouro de suínos, caprinos, ovinos, aves, coelho e de outras espécies devidamente aprovadas para o abate.

A titular da Pasta, Débora Marques, explica que as ações se estendem a fábricas de conservas, de embutidos, charqueadas, entrepostos de carnes e derivados e fábrica de produtos de origem animal. Também são inspecionadas as indústrias que recebem leite, pescado, mel, cera de abelha para beneficiamento ou industrialização, e os ovos in natura ou para industrialização.

Sendo assim, de acordo com ela, a inspeção higiênico-sanitária garante acesso a alimentos seguros, reduzindo os riscos de transmissão de zoonoses e de toxinfecções alimentares. “Por meio do SIM a Prefeitura estabelece este controle de qualidade com análises laboratoriais. Além disso, também é nossa atribuição combater o comércio clandestino de produtos de origem animal por meio de parcerias com o Ministério Público e Vigilância Sanitária Municipal, por exemplo”, diz.

Somado as precauções que antecedem a venda, é imprescindível que, antes de levar esses itens para casa os munícipes prestem atenção em outras características, como modo de conservação, temperatura e aparência do alimento. Para facilitar esta avaliação o SIM elaborou uma lista com os principais fatores que garantem a boa procedência dos produtos.  Confira:

1) EMBALAGENS E RÓTULOS  

Escolha sempre o que possuir embalagem com rótulo indicando endereço do fabricante, telefone, data de fabricação e prazo de validade. Para alimentos resfriados, verifique as temperaturas de conservação. Alimentos de origem animal, como carnes, ovos, leite, queijos e embutidos em geral, devem possuir o carimbo de inspeção, seja municipal, estadual ou federal, garantindo a sua qualidade.

2) TEMPERATURAS IDEAIS DE CONSERVAÇÃO DE ALIMENTOS

Alimentos refrigerados (geladeira): até 7º C

Alimentos congelados : – 18º C

Alimentos reaquecidos: acima de 75º C

Conservação de alimentos quentes: acima de 65º C

3) A IMPORTÂNCIA DO FRIO NA QUALIDADE DA CARNE

O resfriamento da carcaça antes de seu envio para o consumo é muito importante tanto do ponto de vista sanitário como do ponto de vista da garantia de qualidade e do prazo de validade. A “frigorificação” ou tratamento pelo frio industrial ou artificial constitui a técnica mais utilizada na conservação de carnes, preservando-as como recurso estacional, quer garantindo seu transporte a distância, quer possibilitando seu uso na industrialização ou consumo.

4) COMO DEVO DESCONGELAR CARNE CRUA?

A carne deve ser descongelada lentamente, com o objetivo de garantir a suculência após o processo de cozimento, e em temperatura de geladeira garantindo a qualidade microbiológica. Na sequencia é importância cozinha-la bem e, de preferência, consumi-la logo após o preparo.

Se for necessário reaquecer, todas as partes do alimento devem ter contato com o calor, atingindo a temperatura de 70ºC.

5) COMO SABER SE A CARNE É INSPECIONADA?

Quando a carne se apresenta em cortes e embalada, a rotulagem deve conter todas as informações necessárias para que se saiba que estabelecimento processou aquele produto, como a logomarca do serviço de inspeção, que contém um número que identifica o estabelecimento, a data do processamento, a data de validade, a temperatura de conservação etc. Quando está em grandes peças, é possível observar os carimbos de inspeção (de cor azul/roxa, feitos com tinta atóxica) em cujo interior existe um número que identifica o estabelecimento produtor.

Se as peças estiverem em cortes e se não houver nenhuma identificação do estabelecimento produtor, o consumidor deverá exigir do estabelecimento varejista a nota fiscal de compra do produto, o que lhe permitirá constatar se a carne veio de estabelecimento registrado ou não.

FALE CONOSCO

Caso não se comprove a origem da carne, o consumidor deve denunciar o estabelecimento às autoridades de saúde pública para que seja feita a verificação da qualidade do produto oferecido.

Para tirar dúvidas ou mesmo realizar denúncias, os cidadãos podem encaminhar suas mensagens para endereço eletrônico sim@cuiaba.mt.gov.br, ou entrar em contato  por meio dos número (65) 3645-7206 ou 3645-7250.

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