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MST intensifica protestos em vários pontos do Estado

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JOANICE DE DEUS

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra intensificou os protestos pela reforma agrária, em Mato Grosso. Nas últimas 24 horas, duas fazendas localizadas em diferentes municípios mato-grossenses foram ocupadas por aproximadamente 500 famílias ligadas ao movimento. Ao mesmo tempo, outros 100 sem-terra se concentravam em uma área pública da Prefeitura de Nova Olímpia (210 quilômetros, ao sudoeste de Cuiabá).

Em Brasília, integrantes MST invadiram o térreo do edifício-sede do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, na Esplanada dos Ministérios. Na segunda-feira (16), cerca de 200 famílias adentraram a área da Fazenda Rancho Verde, localizada em Cáceres (220 quilômetros, ao oeste de Cuiabá). De acordo com Lucineia Miranda de Freitas, a área de 1.600 hectares foi considerada um latifúndio improdutivo após ser vistoriada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Porém, o processo para desapropriação corre na Justiça Federal há mais de 10 anos. “Como a justiça atrasa o processo, o Incra não pode dar encaminhamento na desapropriação e assentamento das famílias”, disse.

Ontem, 300 famílias ocuparam a fazenda “Três Barras”, que fica em Dom Aquino (170 quilômetros da capital). Segundo o MST, a área tem aproximadamente cinco mil hectares e também é improdutiva. Já a área em Nova Olímpia foi escolhida devido as melhores condições de permanência das famílias enquanto aguardam uma posição do Incra e da Justiça em relação às propriedades já vistoriadas e por ser uma terra pública.

As ocupações fazem parte da jornada de luta do MST em defesa da reforma agrária. “Entendendo a necessidade de enfrentar os retrocessos nas políticas sociais e para exigir ações de enfrentamento ao aumento da violência no campo e na cidade”.

Segundo Freitas, uma das últimas áreas a serem homologadas pelo Incra é a Zé da Paz, que fica em Acorizal. “Mas, a portaria é do ano passado”, comentou.

O MST cobra o assentamento imediato de todas as famílias acampadas no Estado, a resolução de conflitos que mantém permanentemente centenas de pessoas sobre o risco de morte. Eles também se posicionam contra a PEC do Teto do Estado e contra a Reforma da Previdência.

Em Brasília, devido à obstrução das portarias central e privativa e da garagem do Ministério do Planejamento, diversos funcionários da pasta tiveram que aguardar, no pátio externo, a liberação do acesso aos escritórios do prédio e uma definição quanto ao início do expediente.

Com informações do Diário de Cuiabá

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