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Número de bolsas concedidas a mulheres mais que dobrou em 15 anos

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Em 2015, 50.438 bolsas de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado foram destinadas a pesquisadoras brasileiras.

Dados do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) revelam que o número de bolsas de estudo concedidas às mulheres mais que dobrou em 15 anos.

Em 2001, 21.957 bolsas de iniciação científica, mestrado, doutorado, pós-doutorado e estímulo à inovação foram destinadas a pesquisadoras brasileiras. Em 2015, esse número saltou para 50.438, o que representa metade das bolsas concedidas pelo CNPq naquele ano.

No entanto, nas Ciências Exatas e da Terra, nas Engenharias e na Computação, a participação feminina ainda não supera 30% das bolsas. Para mudar esse cenário, institutos de pesquisa vinculados ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) estão desenvolvendo projetos que visam à inserção das mulheres nas carreiras científicas e tecnológicas.

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Cetene

O projeto Futuras Cientistas, do Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene), já beneficiou 30 alunas de escolas públicas de Recife (PE) com a participação em projetos de pesquisa desenvolvidos nos laboratórios, por exemplo, de nanotecnologia, microscopia eletrônica e biocombustível.

A cada edição, 10 jovens do 2º ano do ensino médio são selecionadas para passar as férias de janeiro nos laboratórios do Cetene. Cada aluna tem um pesquisador responsável com um plano de trabalho. Além das aulas teóricas, elas são responsáveis pelo desenvolvimento de um projeto de pesquisa. Para isso, recebem uma bolsa, que é custeada pelo Consulado Americano em Recife, parceiro do Cetene na iniciativa.

A coordenadora do Futuras Cientistas, Giovanna Machado, conta que o programa nasceu do esforço do MCTIC de desenvolver ações para incentivar a participação das mulheres na ciência e tecnologia. Junto a outras 7 pesquisadores, ela foi aos Estados Unidos ver os estímulos oferecidos para transformar jovens estudantes em grandes cientistas.

“Quando retornei, percebi que havia uma grande desmotivação por parte das meninas quando saíam do ensino fundamental para entrar no ensino médio. Então, surgiu a ideia de resgatar essas meninas para mostrar o que era ciência e tecnologia, porque há um grande desconhecimento da área. Eu queria mostrar que todos, independente do gênero, são capazes de atuar nessa área.”

Todo ano, o Cetene lança o edital do Futuras Cientistas para selecionar as estudantes a partir da análise do histórico escolar, sobretudo, do desempenho em matemática, física, química, português e biologia.

“Já tivemos várias alunas que entraram com a ideia de fazer Letras e Literatura e mudaram de opinião durante a participação no projeto. Uma delas já está no 8º semestre de Engenharia de Materiais. Tão importante quanto mostrar o que é ciência e tecnologia é desenvolver o senso crítico dessas meninas na área de gênero. Então, nosso objetivo a gente tem alcançado com muito sucesso”, ressalta Giovanna.

Ibict

O Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) também prepara um projeto para despertar o interesse das jovens pela ciência. Nesta quarta-feira (8), Dia Internacional da Mulher, será lançado o Meninas na Ciência, que terá a participação de 30 estudantes.

Em julho, elas vão receber uma bolsa de estudo para passar as férias vivenciando o cotidiano de pesquisadores no Ibict, em Brasília e no Rio de Janeiro, e no CTI Renato Archer, outro instituto vinculado ao MCTIC em Campinas (SP). Iniciativas semelhantes, executadas na França e nos Estados Unidos, conseguiram inserir 80% das participantes nas carreiras científicas.

Para a diretora do Ibict, Cecília Leite, que também é pesquisadora com formação pela Universidade de Brasília, a conquista por mais espaço no mercado de trabalho e na sociedade é uma luta antiga. “As mulheres são as grandes responsáveis por esse amadurecimento que a sociedade está tendo em relação à questão de gênero, de igualdade de oportunidades e de condições de trabalho.”

Fonte: Portal Brasil, com informações do MCTI

 

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