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A estratégia da Cop26

A estratégia da Cop26
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Os anfitriões da Cop26 criam estratégia para afastar países pobres, insulares e todos da América do Sul.

Por Gil Reis – Consultor em Agronegócio

O UOL publicou, no último dia 14, artigo de seu colunista Jamil Chade sob o título “Desmatamento aumentará frequência de novas pandemias, diz painel da ONU”, que tomo a liberdade de transcrever alguns trechos, com a devida citação do veículo e o autor que tem sido, praticamente, um dos “porta vozes” do IPCC n Brasil.

Depois de constatar que as mudanças climáticas são irreversíveis, que a crise é sem precedentes e que o homem tem responsabilidade direta pela situação atual do planeta, o Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas prepara um novo documento no qual irá alertar que, se o cenário não for radicalmente modificado, a crise ambiental irá abrir uma nova era de pandemias, surtos e doenças. O mesmo documento fala em risco de “ruptura social”.

Nesta semana, o órgão da ONU publicou o resultado de três anos de pesquisas que revelam que o planeta vive uma situação sem precedentes. O trabalho foi conduzido pelo Grupo de Trabalho 1 do IPCC. Mas, num informe que servirá de continuação para o debate e que está sendo preparado para ser publicado nos próximos meses, os cientistas revelam que essa crise terá uma tradução e consequências para a saúde humana.

O IPCC ainda considera como “muito provável” que temperaturas mais altas e chuvas fortes mais frequentes levem a taxas mais elevadas de doenças diarreicas em muitas regiões. “Em países de baixa e média renda na Ásia e na África, o aquecimento a 1°C pode causar um aumento de 7% na diarreia, ligado a um aumento de 8% na E. coli, e um aumento de 3% a 11% nas mortes”, diz. O desenvolvimento socioeconômico deveria reduzir as mortes por diarreia, mas a mudança climática causaria mortalidade adicional entre as crianças.

Vejam bem, a conclusão que chego é que os relatórios do IPCC são um “prato cheio” para as mídias internacionais e nacionais. Sou obrigado a concordar com Edgar Allan Poe, autor, poeta, editor e crítico literário estadunidense mundialmente conhecido por suas histórias que envolvem o mistério e o macabro, quando em sua obra “Auguste Dupin” diz:

“Devemos ter em mente que, no geral, o objetivo dos nossos jornais é antes causar uma sensação – defender um ponto – do que aprofundar a busca pela verdade. Esse último fim só é perseguido quando parece opinião comum (não importando quão bem fundamentada essa opinião possa ser) não merece para si o crédito do povaréu. As massas veem como profundo somente aquele que sugere contradições pungentes da ideia geral. Na prática do raciocínio, não menos que na literatura, é o epigrama que é mais imediata e universalmente aceito. Em ambas, é da mais baixa ordem de mérito.”

O leitor começa a perceber que o IPCC inicia um processo de ampliação no seu terrorismos sobre as “mudanças climáticas” passando agora a responsabilizar todos os seres humanos como causadores além de todas as desgraças climáticas provenientes das mudanças, também, como fontes das doenças que hoje assolam o planeta, inclusive, das pandemias e epidemias.

Qualquer pessoa medianamente inteligente pode intuir que não se trata de mera coincidência a publicação dos tais relatórios do IPCC justamente a apenas um mês e pouco da realização das negociações sobre o clima da Cop26 com a finalidade de influenciá-las. Um artigo de Chloé Farand, publicado no dia 09 deste mês, no Climate Home News, que transcrevo alguns trechos, em parte nos dá conta da enorme armação contra alguns países.

“Os anfitriões da próxima cúpula do clima da ONU em Glasgow, Reino Unido, dizem que a saúde é a prioridade, pois eles compartilham o plano de proteção da Covid com as autoridades regionais do clima” Depois de meses de especulação e preocupações crescentes de negociadores e da sociedade civil sobre a logística da cúpula de novembro, o Reino Unido apresentou seu plano de tornar a conferência à prova de Covid para o escritório de Mudanças Climáticas da ONU, composto por 11 diplomatas, na noite de segunda-feira. Muitos delegados em potencial, particularmente de países remotos ou pobres, expressaram preocupação sobre as barreiras logísticas e financeiras para participar da cúpula em meio à pandemia de coronavírus em curso.

As regras para viajar para o Reino Unido de países da lista vermelha serão relaxadas para os participantes da Cop26. A quarentena obrigatória em um hotel designado será reduzida de 10 para cinco dias para os participantes que estão totalmente vacinados. Aqueles que não foram vacinados ainda precisarão ficar em quarentena por 10 dias completos. O custo de permanecer em uma instalação de quarentena aumentou recentemente para £ 2.285 ($ 3.164) por pessoa – acima dos £ 1.750 ($ 2.423) anteriores. No momento em que este artigo foi escrito, 57 países estavam na lista vermelha do Reino Unido, desde as principais economias emergentes, como Brasil e África do Sul, até pequenos Estados insulares como as Maldivas e Seychelles. Com exceção da Turquia e de alguns territórios ultramarinos franceses, todos são classificados como países em desenvolvimento de acordo com o processo climático da ONU.

O Climate Home News divulgou o nome dos países da lista vermelha e conforme verifiquei todos os países da América do Sul estão na tal lista, o que demonstra uma clara estratégia de isolar e impedir a participação dos países que discordam e não aceitam a armação que está sendo tramada pelos anfitriões da Cop26. Uma cúpula que foi programada sem consulta prévia aos membros da ONU.

O que mais chama a atenção é o fato dos anfitriões da Cop26 não reconhecerem a eficácia das vacinas aplicadas nos países integrantes da tal lista vermelha.

Independentemente das conclusões da tal Cop26 uma coisa é certa, o nosso planetinha no seu caminhar na “Via Láctea”, independentemente das ações humanas, seguindo o Sol está sofrendo alterações climáticas importantes fruto de um sem número de fatores não considerados e desconhecidos, ah! A santa ignorância dos cientistas humanos iluminados diante do universo.

As alterações climáticas e suas consequências são incontestáveis. O que causa espécie é que os tais cientistas do IPCC percam tanto tempo buscando na mídia protagonismo, agora com o provável colaboracionismo da Cop26, para provar que estão certos enquanto, nós os pobres mortais, ficamos “à mercê do inevitável”. Não consigo encontrar em lugar algum trabalho sério voltado para nos orientar na nossa proteção e proteção do que produzimos diante do inevitável, afinal já vem sendo divulgado exaustivamente na grande mídia, independentemente do que possamos fazer, que haverá aquecimento progressivo até 2100 com as mais terríveis consequências. No passado distante os dinossauros não contavam com tantos ilustres e iluminados cientistas e por isso foram extintos. Hoje contamos.

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