Home Agronegócio A necessidade é a mãe de todas as virtudes
A necessidade é a mãe de todas as virtudes

A necessidade é a mãe de todas as virtudes

0
0

Lideranças políticas indianas se rebelam contra a opressão de alguns países ‘ditos’ desenvolvidos

Por – Gil Reis Consultor em Agronegócio.

Aos poucos lideranças responsáveis do mundo começam a se rebelar contra a opressão de países que resolveram ir contra as necessidades de seus próprios povos. Cresce a consciência de que a ‘climatologia’ está sendo usada como arma contra a civilização como hoje conhecemos e é muito mais danosa à humanidade que as alterações climáticas. Ainda não há declarações expressas contra as orientações do braço ambiental da ONU, todavia a mudança de comportamento dos países que abraçaram ao ambientalismo extremado nos leva a avaliar que há uma discordância ‘tácita’.

O site Real Clear Energy, em 31/05/2022, publicou artigo de autoria de Vijay Jayaraj, pesquisador associado da CO2 Coalition, Arlington, Virgínia, e possui mestrado em ciências ambientais pela Universidade de East Anglia, Inglaterra, residente em Bangalore, na Índia, onde deixa bem clara a posição das lideranças indianas em favor de seu povo:

“Os líderes políticos dos países em desenvolvimento enfrentam pressão constante para gerar eletricidade suficiente para suas populações, pois estão sendo solicitados a reduzir a dependência de combustíveis fósseis. Em um movimento ousado e rebelde, a Índia ordenou a reabertura de mais de 100 minas de carvão inativas para atender à crescente demanda de energia doméstica.

A ação é apenas uma das muitas medidas que o país tomou para garantir um fornecimento contínuo de carvão para usinas de energia que geram mais de 70% da eletricidade consumida pelas indústrias do subcontinente e 1,3 bilhão de pessoas. Líderes em partes do mundo em desenvolvimento estão prontos para usar um distintivo de desonra que os alarmistas climáticos concedem àqueles que rejeitam suas propostas políticas absurdas.

“Antes, éramos aclamados como bad boys porque estávamos promovendo o combustível fóssil e agora somos noticiados de que não estamos fornecendo o suficiente”, disse o secretário do carvão da Índia, apontando para a cobertura negativa de uma mídia que muda de cor com tanta frequência quanto camaleões e a hipocrisia global sobre os combustíveis fósseis.

A recuperação econômica pós-pandemia levou a demanda de energia a níveis sem precedentes, resultando no rápido esgotamento dos estoques de carvão nas usinas e ameaçando sérias consequências tanto para vidas individuais quanto para grandes processos industriais.

Consistente com as políticas recentes, a Índia optou novamente por priorizar a produção de energia sobre as políticas climáticas. O número de minas a reabrir deve totalizar quase 200 em breve.

De fato, o governo está chegando ao ponto de remover os requisitos técnicos obrigatórios para a operação imediata dessas minas. “Com o modelo de desenvolvedor e operador de mina já existente, as empresas que licitam minas fechadas não precisam ser tecnicamente qualificadas para fazer o trabalho de mineração e as mesmas podem ser terceirizadas mediante o pagamento de uma taxa”, disse um funcionário do ministério do carvão.

Além disso, o governo ordenou a remoção das regulamentações ambientais que são necessárias antes que as minas de carvão em operação possam aumentar a produção. Em um memorando, o governo pediu que as minas operacionais aumentassem a produção em até 40%. Esqueça as restrições climáticas internacionais, o país está dispensando as regulamentações ambientais locais para atender à demanda de energia. Tempos desesperados exigem medidas desesperadas, supomos.

Fala-se em conceder empréstimos para aumentar a produção nacional de carvão. A Business Standard informou que “as principais empresas de mineração, incluindo Adani Enterprises, Vedanta e Essel Mining, informaram ao ministério do carvão que desejam adicionar parcelas consideráveis ​​de investimento para expandir a produção de carvão. Isso significa que eles precisarão de mais financiamento bancário – marcando uma reversão do programa de mudança climática. E o governo está disposto a caminhar a milha extra para que isso aconteça.”

Os responsáveis ​​pela geração de energia da Índia adotam o rótulo de “bad boy” para garantir que 1,3 bilhão de pessoas tenham energia acessível e confiável. No entanto, seu legado pode ser de sabedoria, enquanto aqueles que se apegam a projeções nebulosas e pseudocientíficas sobre o clima levam seu povo ao declínio econômico.

Na própria UE, que até então liderava ao lado dos EUA a campanha contra o uso de combustíveis fosseis, países vem mudando radicalmente de posição comprovando, mais uma vez que ‘a necessidade é a mãe de todas as virtudes’. O artigo publicado em 20/06/2022 por Louis Ashworth e Louise Moon, no The Telegraph, comprova este fato:

“O governo alemão aprovará leis de emergência para reativar as usinas de carvão enquanto a Europa toma medidas para lidar com a redução do fornecimento de energia da Rússia. O anúncio no domingo veio como parte de uma série de medidas, incluindo novos incentivos para as empresas queimarem menos gás natural. O alarme cresceu com a perspectiva de que as reservas de combustível se esgotem à medida que os países cortam os laços com a Rússia após a invasão da Ucrânia por Vladimir Putin.

Na semana passada, o Kremlin reduziu os fluxos através do oleoduto Nord Stream para a Alemanha em 60%, como parte de uma campanha de pressão crescente do presidente russo. No domingo, Robert Habeck, ministro da economia da Alemanha, disse: “Para reduzir o consumo de gás, menos gás deve ser usados para gerar eletricidade. Em vez disso, as usinas de energia a carvão terão que ser mais usadas”, disse. O ministro, membro do partido dos Verdes, acrescentou que trazer de volta as usinas a carvão foi “doloroso, mas é uma necessidade absoluta”.

De acordo com os planos, a Alemanha vai depender mais de suas usinas de carvão para produzir eletricidade, com um projeto de lei a ser discutido na câmara alta do parlamento do país no início de julho. O Sr. Habeck disse que o governo alemão está preparado para tomar mais medidas, se necessário. Ele acrescentou: “Isso é amargo, mas é simplesmente necessário nesta situação reduzir o consumo de gás. Devemos e faremos tudo o que pudermos para armazenar o máximo de gás possível no verão e no outono”.

Naturalmente o mundo começa a perceber que as teses climáticas do braço ambiental da ONU são muito mais danosas à humanidade e as ações de mitigação propostas começam a fazer agua. Enfim o movimento na contramão da história levado a efeito pelo braço ambiental da ONU e de países que perderam a noção do real ou que usam as falidas e improváveis teses do ‘clube de Roma’ está fracassando. O mundo acordou diante da perspectiva da ‘pandemia ambientalista’ que provoca mais tragédias e mortes que soluções.

A humanidade é resiliente e já existem cientistas sérios estudando medidas concretas para a mitigação das consequências das alterações climáticas permanentes e sazonais do nosso planeta, garantindo a sobrevivência de todos nós. Ninguém deve entrar e pânico com a ‘campanha terrorista ambiental’ e continuar levando as suas atividades da mesma forma de sempre. Favor olhar para trás e perceber que os seres humanos sempre sobreviveram às agruras provocadas pela caminhada do nosso planetinha, acompanhando o ‘sistema solar’, através do universo desconhecido.

Deixe uma resposta