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Atraso na entrega de insumos para o plantio da safra que se inicia preocupa.

Atraso na entrega de insumos para o plantio da safra que se inicia preocupa.
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Por Glauber  Silveira

Temos observado  reclamações  referente a entrega de produtos, apesar das empresas dizerem que está tudo bem, alguns  produtores ainda  não receberam ainda seu glifosato, a pandemia afetou a importação de insumos seja para a produção de defensivos seja de fertilizantes e agora que a pandemia se acalma a falta de contêineres agrava a situação, no momento temos uma redução na produção pela passagem do furacão IDA que ocasionou o fechamento da fabrica da Bayer e também a redução da disponibilidade de energia na China que afeta a produção de insumos agrícolas.

Com relação ao fertilizantes tem subido muito de preço  em relação aos potássicos, as cotações dos produtos também apresentaram aumento na última semana, pautado pela maior demanda da Índia por KCL, bem como, pelos conflitos geopolíticos da Bielorrússia no mercado internacional, o que vem limitando a oferta global, uma vez que o país é responsável por abastecer cerca de 20% da demanda mundial por MOP. No caso do fósforo houve atraso na importação e também problema com fosforo de baixa qualidade, pode ter atraso em entregas, tudo isto agravado pela alta do frete marítimo em que as empresas tiveram que renegociar, o navio que a alguns meses trancou o Canal de Suez também atrasou muito a importação.

Para os produtores de milho em Mato Grosso, cabe um alerta com relação as entregas dos fertilizantes para o milho safrinha, uma vez que a oferta global dos nutrientes vem sofrendo limitações, que aliado ao aumento constante nos preços desse insumo, tende a desacelerar novas negociações e pode gerar problemas nas entregas, principalmente se a janela de plantio for antecipada em relação à média histórica. Além disso, as sanções da Bielorrússia também podem afetar as entregas dos potássicos para os agricultores brasileiros

Em reunião com o secretário de Política Agrícola  Guilherme Bastos Filho foi colocado por diversos presidentes das Câmaras Setoriais a preocupação com a entrega de fertilizantes, os fretes rodoviários subiram um absurdo sendo que subiram 100%, o cenário é preocupante, defensivos com baixo estoque, o milho de segunda safra deve ser o mais prejudicado, falta matéria prima para glifosato, deve faltar produto para controle de percevejo para o milho, pós-emergente para a soja, ou seja muito preocupante quando se vê revendas cancelando produtos, tudo isto agravado pela china estar reduzindo a produção de muitos princípios ativos que são exportados para o brasil na produção de defensivos agropecuários, isto tudo compromete a próxima safra.

Porém tem especialista no mercado que coloca que pode haver problema sim mas em pequena escala principalmente a produtores que adquiriram produtos de industrias que não se programaram antecipadamente e agora correm para se abastecer, outro fator é a pressão de negócios para a safra 22/23 que já esta ocorrendo e com isto algumas empresas cancelam pedidos pois tem um melhor preço em um pacote futuro, este é um jogo de braço econômico  e por isto é preciso cautela em se afirmar o que realmente está acontecendo principalmente no mercado de defensivos.

Glauber Silveira da Silva é Pres. Arefloresta,da C.S.Soja do MAPA, dir. da Aprosoja, Abramilho, produtor, agrônomo, Jornalista e apresentador do Direto ao Ponto.canalrural.uol.com.br/programas/informacao/direto-ao-ponto

www.facebook.com/glauberdiretoaoponto

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