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Bastidores da geopolítica

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Estamos no “olho do furacão’ onde, ainda, há calmaria e os ventos não são tão fortes

Por – Gil Reis Consultor em Agronegócio.

Hoje pretendo levar o leitor por uma passeio em um mundo paralelo para a maioria desconhecido. Alguns poucos privilegiados o conhecem e que, com certeza, está na raiz de tudo que vem acontecendo no mundo que todos conhecem. O que o leitor irá perceber é que existe hoje uma enorme batalha entre a luz e a escuridão. A luz significa a liberdade de todos e o direito ao exercício do ‘livre arbítrio’, já a escuridão nos presenteia com a necessidade de subserviência e que abramos mãos das liberdades.

Felizmente a luz vencerá enquanto houver articulistas não vinculados à grande mídia ocidental com coragem, honestidade e destemor para denunciar o que está por trás das guerras e da geopolítica como Tyler Durden que publicou no site “Zero Hedge”, em 03/06/2022, o artigo “A Agenda Bilderberg 2022: Desinformação, Desglobalização e Disrupção do Sistema Financeiro Global”, que transcrevo trechos:

“Todos os anos, os executivos de negócios, banqueiros, chefes de mídia, líderes de pensamento acadêmico e políticos mais ricos e poderosos do mundo se reúnem a portas fechadas e discutem como moldar o mundo enquanto perpetuam um status quo que tem sido altamente benéfico para alguns poucos selecionados. Estamos falando, é claro, da reunião anual e sempre super secreta dos Bilderberg.

A 68ª Reunião Bilderberg já está em andamento em Washington, DC, que começou na quinta-feira e continuará até domingo.  O CEO da Pfizer, Albert Bourla, o ex-CEO do Google Eric Schmidt, Henry Kissinger e o diretor da CIA William J. Burns estão entre os 120 convidados este ano de 21 países… embora não muitos russos.

Bilderberg se orgulha de fazer cumprir a Chatham House Rule, segundo a qual os participantes são livres para usar todas as informações preciosas que desejarem, porque aqueles que participam dessas reuniões são obrigados a não divulgar a fonte de qualquer informação sensível ou o que exatamente foi dito. Isso ajuda a garantir o lendário sigilo de Bilderberg – o motivo de inúmeras teorias da conspiração. Mas, como observa Pepe Escobar, isso não significa que o estranho segredo não possa ser revelado.

Os membros (dois terços dos participantes da Europa e o restante da América do Norte) estarão discutindo (tratando?) maneiras de gerenciar a emergência de um mundo bipolar. Além disso, a agenda parece estar longe da liberdade, pois o grupo discutirá planos para combater a “desinformação”, ou elites silenciando seus oponentes.  O tema principal durante o fim de semana será “Realinhamentos Geopolíticos” após a invasão russa da Ucrânia. O segundo é “Desafios da OTAN” e provavelmente como os membros europeus impedirão a agressão russa. E o terceiro é a China, pois Pequim ameaça invadir Taiwan.

Em última análise, o que for decidido nunca verá a luz do dia, embora emerja como política oficial que ajuda a servir a elite Bilderberg. E se a história for um indicador, só piorará a atual situação global. “Se o Grupo Bilderberg não é uma conspiração de algum tipo, é conduzido de forma a dar uma imitação notavelmente boa de uma”, disse.

Como o grupo de elites se reúne regularmente há décadas, temos certeza de que os acontecimentos dos últimos anos não têm nada a ver com eles. Finalmente, notamos a crença de Alastair Crooke de que o início do fim da visão Bilderberg/Soros está à vista. A Velha Ordem vai se agarrar até a última unha. A visão Bilderberg é a noção de cosmopolitismo multicultural e internacional que supera o nacionalismo dos velhos tempos; anunciando o fim das fronteiras; e levando a uma governança política e econômica global ‘tecnocrática’ liderada pelos EUA.

Suas raízes estão em figuras como James Burnham, um anti-Stalin, ex-trotskista, que, escrevendo já em 1941, defendia que as alavancas do poder financeiro e econômico fossem colocadas nas mãos de uma classe gerencial: uma elite – que sozinha ser capaz de dirigir o estado contemporâneo – graças ao mercado e à técnica financeira desta elite. Era, sem rodeios, um apelo a uma oligarquia tecnocrática e especializada.

Seu livro de 1941, “The Managerial Revolution”, chamou a atenção de Frank Wisner, posteriormente, uma figura lendária da CIA, que viu nas obras de Burnham e de seu colega um colega trotskista, Sidney Hook, a perspectiva de montar uma aliança efetiva de Trotskistas contra o stalinismo.

Mas, além disso, Wisner percebeu seus méritos como o projeto para uma ordem global liderada pela CIA, pseudoliberal e liderada pelos EUA. (‘Pseudo’, porque, como Burnham articulou claramente, em The Machiavellians, Defenders of Freedom, sua versão de liberdade significava tudo menos liberdade intelectual ou aquelas liberdades definidas pela Constituição dos Estados Unidos. “O que realmente significava era conformidade e submissão”).

Em suma, (como Paul Fitzgerald e Elizabeth Gould notaram), “em 1947, a transformação de James Burnham de radical comunista em conservador americano da Nova Ordem Mundial estava completa. Seu Struggle for the World, [convertido em um memorando para o Escritório de Serviços Estratégicos dos EUA (OSS, o precursor da CIA)], havia feito uma ‘ Virada Francesa’ na revolução comunista permanente de Trotsky, e a transformou em um plano de batalha permanente para um império americano global. Tudo o que era necessário para completar a dialética de Burnham era um inimigo permanente, e isso exigiria uma campanha psicológica sofisticada para manter vivo o ódio à Rússia, “por gerações”.

Que tal? Gostaram do passeio pelo lado negro da “força’? É assustador tomar ciência do que ocorre nos bastidores em grupos comandados por agências internacionais de segurança e grandes grupos financeiros. Bilderberg é apenas um dos inúmeros grupos que transitam e tramam nos bastidores da geopolítica e que manipulam a grande mídia para esconder o gosto amargo do remédio que pretendem nos fazer tomar.

Felizmente ainda há um frágil equilíbrio de forças entre os grupos financeiros da “City”, em Londres, e os grupos financeiros euroasiáticos. Não tenho a mínima ideia quanto tempo o equilíbrio se manterá. Um alerta, não existe grupo do bem ou do mal já que os objetivos são os mesmos – o domínio do mundo como conhecemos. Enquanto o embate perdurar estaremos em uma zona conhecida como o “olho do furacão’, onde há calmaria e os ventos são fracos. Por enquanto o que há é um movimento de sedução para que nós venhamos a aderir um lado ou o outro, no final continuaremos perdedores e o grupo que ganhar será o vencedor. Situação bastante desencorajadora, não acham? Ficarmos calados não é a opção, os povos do mundo precisam reagir. A meu ver a reação já começou com articulistas independentes através da mídia alternativa, também independente, procurando alertar toda a humanidade do jogo jogado nos bastidores do poder.

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