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Conferência discute desenvolvimento de Mato Grosso

Conferência discute desenvolvimento de Mato Grosso
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A programação segue a partir das 14 horas, com o Painel IV – Agronegócio, Importância, Desenvolvimento e Perspectivas de Futuras, com Fernando Cadore

ELZIS CARVALHO / Secretaria de Comunicação Social

A Comissão de Relações Internacionais, Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Institucional da Assembleia Legislativa deu início, na manhã desta quinta-feira (2), à Conferência sobre a Internacionalização do Estado de Mato Grosso. O evento, que acontece durante todo o dia de hoje, está sendo realizado no Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, com o encerramento previsto para as 18 horas.

Um dos convidados para falar na conferência foi economista português Artur Lami. Ele é ex-diretor-geral das Atividades Econômicas do Ministério da Economia de Portugal. Um dos pontos abordados por Lami foi o da visão do estrangeiro sobre o Brasil no século 21.

Segundo Lami, ainda em pleno século 21, os estrangeiros veem o Brasil com “praia, samba e exportações de produtos alimentares. Mas a opinião dele, não é esse. De acordo com ele, o Brasil está em processo de desenvolvimento do parque tecnológico e isso não acontece apenas no Estado de São Paulo, que é o mais desenvolvido do país. Para ele, há outras cidades “fantásticas no país”.

“O povo brasileiro não tem feito nada para melhorar a imagem do país. Não pode ir para o estrangeiro e mostrar apenas o folclore. Há o desenvolvimento tecnológico da Petrobras que precisa ser mostrado para outros países. A outra é a tecnologia da Embraer, que é a terceira empresa na fabricação de aviões. O Brasil tem que mostrar essas faces que são evoluídas e importantes à economia”, disse Lami.

O economista afirmou que o Brasil é grande e por isso tem contrastes visíveis entre a pobreza e as concentrações de parques tecnológicos. Para ele, um dos setores desenvolvidos é a tecnologia bancária que é pouco conhecida no exterior. “São as transformações virtuais que vão fazer e, com isso, favorecer novos investimentos em todo o País”.

Em nível de Mato Grosso, Lemi disse que para atrair novos investidores estrangeiros o estado precisa livrar da burocracia e fazer uma reforma fiscal que está sendo discutida no Congresso Nacional. “O Brasil tem um dos melhores economistas do mundo, Paulo Guedes, que tem propostos de reformas na economia, mas não anda. O Brasil tem urgência que ande”, observou o economista.

O secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, Maurício Munhoz, afirmou que apesar de Mato Grosso ser campeão na produção de commodities e pecuária não mensura as outras riquezas que existem em todo o território mato-grossense. Ele citou, por exemplo, o potencial ambiental. Segundo ele, é preciso que se faça uma maior exploração do meio ambiente de forma sustentável.

“Entre esse potencial dou destaque para a água. Esse produto está inserido nas estatísticas positivas de exportações. Se não tivesse água, clima e a floresta, o Brasil não teria produção tão positiva. É um dos destaques da economia de Mato Grosso. O nosso potencial e capital ambiental não é passível de ser medida, por isso não está sendo explorada adequadamente”, disse Munhoz.

De acordo Munhoz, o principal produto que puxa o Produto Interno Bruto (PIB) da região do médio-norte não é apenas a produção primária. Em Primavera do Leste, segundo Munhoz, é a indústria. Nos municípios de Sorriso, Nova Mutum e Lucas do Rio verde é o comércio e serviços de alta complexidade.

“Lá, tem engenheiro trabalhando e operando máquinas de última geração. Os números do PIB mostram que a produção primária pode alavancar outras fases da economia. Isso está acontecendo no Mato Grosso. Isso já é realidade. Estamos vivendo um momento em que a economia do Mato Grosso está dando um salto real e não imaginário. Lógico, impulsionado pela produção primária”, disse Munhoz.

O deputado Gilberto Cattani (PL) afirmou que Mato Grosso está em sintonia com o governo federal para expandir o mercado para os produtos do estado. Entre os principais desafios que o estado precisa enfrentar para “brigar” com o mercado externo, o parlamentar disse que precisa melhorar a logística – estradas, linhas férreas e linhas aéreas.

“A África é um mercado magnifico, igual a Europa. Ambos precisam de alimentos. Hoje, não há navios para fazer o transporte periodicamente para o continente e, com isso, atender a demanda. A outra questão são as carnes produzidas em Mato Grosso que são exportadas para o continente europeu, tem um lobby contra, quando dizem que na pecuária do estado tem a doença da vaca louca. Nunca tivemos essa doença”, disse Cattani.

De acordo com Carlos Avallone (PSDB), integrante da comissão, apesar de Mato Grosso ser o celeiro tanto na produção de grãos quanto de carnes é preciso estar inserido em outras áreas da economia brasileira. O parlamentar lembrou que durante o governo Dante de Oliveira – Mato Grosso Hora de Investir – chegou a percorrer 20 países mostrando as potencialidades do estado.

“Foi uma pena que os outros governos não avançaram. Agora, a Assembleia Legislativa vai retomar esse trabalho e mostrar ao mundo, que Mato Grosso não é apenas o maior produtor de soja e de carne, mas também um estado com potencial para o turismo, cultura e industrialização, inserindo o Estado nesse novo cenário econômico”, explicou Avallone.

A comissão é composta pelos deputados estaduais Gilberto Cattani (PL), Carlos Avallone (PSDB), Allan Kardec (PDT), Xuxu Dal Molin (União) e Dilmar Dal Bosco (União). A programação segue à tarde, a partir das 14 horas, com o Painel IV – Agronegócio, Importância, Desenvolvimento e Perspectivas de Futuras. Fernando Cadore. A conferência está prevista para encerrar às 18 horas.

Foto: Marcos Lopes

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