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DIA INTERNACIONAL DA MULHER

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O mundo é machista, mas quem mandam são elas.

 

Por Dr. Rosário Casalenuovo Júnior

Em um dia internacional dedicado à mulher que nada mais, nada menos, uma delas é a sua mãe. Que te gerou, sentiu seus chutes na barriga, te carregou por nove meses. Te pariu, amamentou, amou, educou e te ensinou que o mundo é machista e como deve se comportar nele sendo homem ou mulher.

Os filhos nascem do corpo da mulher, amamentam de suas mamas, o pai desfruta do corpo da mulher e por isto vejo que este corpo é o templo sagrado da família. O Osho diz que o sexo é a busca do retorno ao útero. Inconscientemente se busca o sexo por vários motivos, mesmo achando que está aproveitando da mulher, no fundo esse comedor é uma criança carente buscando o ventre de sua mãe.

Como e porque um homem pode levantar a mão para a sua mulher, bater ou até matar? Existe nele uma grande frustração na relação de amor mãe e filho. Um filho amado será um marido amoroso. Mas pode ser também mulherengo. Nada é perfeito, né?

Imagino nos nossos primórdios onde o poder estava na força bruta, o líder seria o mais forte. A mulher passou a ser comandada, depois veio a moral social e a religião, em que a filha solteira desonra a família ao engravidar, lógico que era colocada na rua, expulsa de casa. Mas aí veio o anticoncepcional que deixou o homem e mulher em pé de igualdade fisiológica e com isso um mundo onde não se manda mais pela força do corpo, mas sim do intelecto.

Hoje as mulheres frequentam em maior número as faculdades e consequentemente elas irão ganhar mais que os homens. As mulheres graduadas e os homens na sua maioria com trabalhos ainda braçais. Muitas delas como arrimo de família, substituindo a função do pai, quando separados ou com produção independente. Muitas mesmas engravidaram com 13 anos, que não considero mulher, mas sim uma criança abandonada. A mulher no trabalho possui uma diferença mundial mesmo nos países de primeiro mundo, lembrando das reivindicações das jogadoras de futebol por patrocínios pelo menos com 10% do valor do Neymar ou Cristiano Ronaldo. No meu lado músico tenho uma profunda admiração pelas mulheres percussionistas, tocando tamburim, surdo, lugar que sempre foi masculino, as alas ganharam este posto. Não me surpreenderei no caso da mulher rodar o pandeiro para um macho dançar.

Tenho descendência libanesa o sobrenome da minha mãe é Macruz, mas como meu pai era machista não colocou em mim. Na cultura milenar do oriente médio tirando os países extremistas, o marido e a mulher tem papeis bem definidos, onde cada um tem suas obrigações e direitos. A mulher é muito respeitada em seu território. Ë difícil de discutir esses conceitos, mas vejo que sempre haverá pessoas felizes e infelizes tanto no machismo como no feminismo. Vantagens e desvantagens.

 Dividir uma conta em um restaurante com uma mulher me deixa desconcertado. Ao mesmo tempo dou uma mesada maior para meu filho do que para a filha imaginando que ele pagará para a sua namorada.  Que puxará a cadeira para ela sentar e a conduzirá na dança se for a uma festa?

Observando de fora, acho tudo normal. Aprendi assim. Só que agora o homem evoluiu, pois assumiu a cozinha. Lugar de homem é na cozinha, ne? Assumiu também a educação dos filhos. Aí apareceu os conflitos pois esta função sempre foi da mãe e o pai de intrometido vem dar opinião. Antes o progenitor trabalhava e a esposa cuidava dos filhotes. Agora está tudo bagunçado. O homem entrou nos espaços das mulheres e vice-versa. Vejo que esta é uma evolução que deve passar por estes conflitos para sedimentar um conceito novo. Vou nos restaurantes e bares, vejo várias mesas de mulheres, muito mais do que homens. Será que a mulher está curtindo mais a vida? Em uma reunião feminina elas se bastam, bebem, dançam, cantam, choram sem precisar de homem. Já em uma festa masculina se não houver mulher sai briga. (Risos)

Estudaram mais, passaram em concursos e por isto tem mais grana. Não estou dizendo sobre o ganho da mulher no mesmo cargo, mas dela comparado a média deles.  Mulheres jogando capoeira, lutando muay thai, fazendo crossfit, correndo matarona. Fico muito confuso no aeroporto se ofereço ajuda para uma mulher pegar sua mala, pois já fui desmoralizado em meu machismo nas corridas de rua que as meninas frágeis me ultrapassam voando ou no crossfit levantando peso que nem tento pegar.

Não quero pensar, mas estará na minha hora de partir deste mundinho quando uma mulher abrir a porta do carro para eu entrar ou puxar minha cadeira para eu sentar. Talvez na minha velhice extrema com pernas bambas, eu clamaria o colo de minha mãe mesmo sabendo que ela não está mais aqui.

*Rosário Casalenuovo Júnior é dentista, professor de odontologia há 30 anos, músico e articulista dos principais jornais de Mato Grosso. Cristão, atleta, pai de Pedro e Giovanna. Contato: rosário.casalenuovo@hotmail.com

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