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Futuro real

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Para enfrentarmos o futuro é preciso distinguir o mundo real do irreal

*Por Gil Reis- Consultor em Agronegócio.

Neste novo ano é preciso que todos percebam que juntos poderemos construir um futuro real e promissor. Diariamente surgem boas notícias provenientes do nosso Agro que precisa ser incentivado cada vez mais sem esquecer jamais os demais setores e as cidades.

Algumas organizações internacionais como a FAO, OCDE e outras, preveem explosão populacional até 2050. Informação já repercutida por uma série de articulistas, inclusive, por mim.

Tal explosão gerará, pelo menos, 3 bilhões a mais de bocas famintas e a produção de alimentos em áreas de clima temperado é pífia. Os grandes produtores tradicionais não dispõem de áreas agricultáveis para a expansão de produção. O Brasil já deu início, no passado, na solução para o problema que se aproxima com o desenvolvimento do agro tropical.

Não podemos ser míopes e não perceber que a fome é o problema principal, todavia, não é o único. Como garantir a sobrevivência da espécie humana e da civilização no futuro? Como e onde alocar, de imediato, mais 3 ou 4 bilhões de pessoas?

A história nos mostra que com a evolução humana as cidades tem crescido com problemas de toda ordem. Um nítido aumento na desigualdade social, a pobreza aumentou, não apenas pelos motivos que as ideologias mais populares alegam, fica aqui apenas uma dica: as fatias aumentaram e o bolo não cresceu o suficiente.

Algumas cidades no Brasil cresceram tanto que já se transformaram em metrópoles, conurbando municípios vizinhos, e em 2050 se converterão em megalópoles. Como alocar os novos habitantes? Como conseguir moradias condignas para tantas pessoas, sob pena de criação de enormes favelas? Já estamos em 2022 e este problema, até hoje, não foi resolvido, pelo contrário o que se verifica são as grandes cidades em franca deterioração.

Como fornecer energia elétrica a toda essa futura população? Como construir novas hidrelétricas, se os ambientalistas combatem cada vez mais tais obras? Energia nuclear? Precisamos derrubar o mito e o medo que se criou a respeito dela. A energia solar e a energia eólica? Tal solução é irreal, uma vez que a energia gerada não suprirá as necessidades humanas além de representarem um custo de 5 a dez vezes maior que a energia produzida hoje por precisarem ser complementadas pela energia tradicional.

E os transportes coletivos, de massa e veículos individuais para o deslocamento de toda essa nova população, sem esquecer a migração de muitos em busca de áreas melhores para viver em outros países? As cidades estão preparadas para a expansão territorial destinada a criação de novas vias e novas linha de transporte de massa?

Quanto ao saneamento básico? No Brasil já está determinado, ainda, nas letras frias da lei. Haverá realmente vontade política e recursos para implementa-la ou essa é mais uma das famosas leis natimortas?  O problema é somente nosso ou é mundial? Como as empresas privadas poderão criar bilhões de novos postos de trabalho gerando riquezas e distribuição de renda mais justa sem incentivos e estímulos?

Todos esses problemas e outros mais poderão ser resolvidos se houver vontade política férrea e recursos suficientes. Lembrando sempre que faltam apenas 28 anos para chegarmos a 2050 e o mundo todo terá que se preparar. Por enquanto ouço as vozes isoladas de organismos internacionais apenas advertindo sobre o crescimento populacional e nenhuma ação efetiva. O que podemos testemunhar são os olhos da União Europeia aliada à ONU voltados, apenas, para o Brasil com ações dirigidas contra o agro tropical brasileiro. O discurso ambiental é muito bonito, todavia, de nada adiantará salvar o planeta se não conseguirmos salvar a nossa própria espécie.

Como os ambientalistas enfrentarão o futuro que descrevi? Será que pretendem transformar os desertos de Saara e Atacama, juntamente com as tundras nórdicas, em regiões férteis e habitáveis? Bom, deixemos o resto do mundo em paz, não somos os xerifes do planeta. O que nos interessa, aqui e agora, é o Brasil.

Para todos nós 2022 é mais um ano enfrentarmos e auxiliarmos a mitigação da fome e demais problemas oriundos de uma população com o crescimento cada vez mais acelerado. É bom sempre destacar que a população continuará a crescer depois de 2050. Não importam as ações da União Europeia tentando o controle populacional através da fome. O que importa é que temos que cuidar e proteger a nossa nação.

Quaisquer linhas de ações que o mundo decida seguir, em busca de soluções para salvar as nações de seu próprio crescimento, a produção de alimentos sempre as precederá e permeará. O povo do agro brasileiro já possui o instrumental e a consciência que precisará triplicar a produção em menos de 28 anos. Os poderes constituídos tem a obrigação de ter consciência de que não estamos trabalhando a favor do Brasil e da nossa espécie para os próximos dois anos e sim pelas próximas décadas, ganhando o tempo necessário para que os cientistas e especialistas encontrem a solução para a sobrevivência da humanidade nos próximos séculos.

Enquanto a ONU e os ambientalistas desviam a atenção dos países, com ‘vidências catastróficas ficcionistas’ promovidas pelas novas ‘pitonisas’ travestidas de ‘cientistas oficiais’, as ameaças reais e palpáveis estão às nossas portas como o inchaço das comunidades urbanas em razão do crescimento populacional, supervulcões e falta de acesso das pessoas carentes aos alimentos.

Por favor não se preocupem sem necessidade, porquanto, já existem pessoas e organizações sérias tratando destes assuntos, sem promoção de terrorismo climáticos, trabalhando nas soluções reais o que é uma excelente notícia. Cabe a nós todos trabalharmos juntos para a construção de um futuro melhor no mundo real sem levar em conta o mundo imaginário criado por alguns veículos de comunicação com o único intuito de ‘faturar’ mais, afinal boas notícias não vendem jornais. Como diz a doutrina Cristã – ‘faça a sua parte que ajudarei da minha’.

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