Home Agronegócio IMEA INFORMA
IMEA INFORMA

IMEA INFORMA

0
0

Fique  bem informado sobre as principais análises das cadeias produtivas do agronegócio de Mato Grosso:

🇧🇷 – O IBGE divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado o índice oficial de inflação do país, medindo a variação dos preços de produtos e serviços referente ao mês de jun.21. Nesse sentido, o indicador resultou em uma alta de 0,53% e acumulou nos últimos 12 meses adição de 8,35% (a maior taxa desde 2016). O maior impacto veio do grupo de habitação (+1,10%), puxado pela alta da energia elétrica (+1,95%). Além disso, a FGV divulgou o IGP-DI na semana passada, outro importante termômetro da inflação do país e que mede a variação dos preços de matérias-primas e de bens e serviços finais. O índice apresentou incremento de 0,11% em jun.21 e acumulou alta de 34,53% nos últimos 12 meses. O indicador, que é composto pelo IPA (atacado), IPC (varejo) e INCC (construção civil), registrou alta de 0,64% no varejo e de 2,16% na construção civil.

💰 – Na semana passada, o governo federal anunciou a prorrogação do auxílio emergencial por mais três meses, se estendendo até out.21, com os valores mantidos entre R$ 150,00/mês a R$ 375,00/mês.

💵 – O dólar fechou com alta de 4,19% na semana passada, ante a semana anterior. Isto ocorreu devido à pressão de crescentes ruídos políticos em Brasília sobre os desdobramentos da CPI da Covid-19, aliado à disseminação da variante delta do coronavírus, o que pode impactar na recuperação da economia mundial.

🌱 SOJA – As boas perspectivas do clima nos Estados Unidos para os próximos dias vêm pressionando a cotação corrente do grão na CME-Group, que ficou abaixo dos US$ 14/bu na média semanal. Em Mato Grosso, a recuperação do dólar corrente trouxe força a uma alta de 6,12% na cotação disponível da saca de 60kg, que ficou cotada na média de R$ 148,29/sc. Além disso, o Instituto divulgou as perspectivas referentes à comercialização do grão para a temporada 20/21, que apontou avanço mensal de 1,66 p.p. e totalizou 89,95% da produção do ciclo já negociada. Para a temporada 21/22, o avanço foi de 2,08 p.p. e o ciclo futuro contou com 34,58% da produção esperada já comercializada. Com relação aos preços médios, ambos apresentaram queda no comparativo mensal, motivados por uma desaceleração nos negócios no último mês.

🌽 MILHO – A estabilidade nas condições da lavoura de milho americana, junto com as previsões de climas favoráveis para a nova safra americana, pressionou as cotações na CME-Group na última semana. Desse modo, os preços em Chicago registraram queda de 6,55% ante a semana passada e ficaram cotados na média de US$ 6,54/bu. No mercado nacional, a retomada do dólar, as geadas que atingiram o país e as dúvidas quanto a produção final impulsionaram as cotações na B3. Assim, a média semanal ficou em R$ 94,22/sc, alta de 4,08% em relação à semana anterior. Já para Mato Grosso, o fechamento de novos contratos impulsionou os preços do cereal em 2,28% no comparativo semanal e resultou na cotação média de R$ 66,67/sc. Por fim, foram divulgados os números de comercialização para o estado. Para a safra 20/21, as negociações já atingiram 79,91% da produção e para safra 21/22 a comercialização atingiu 25,60% da produção estimada.

☁️ ALGODÃO – A comercialização da pluma praticamente andou de lado no mês de junho em Mato Grosso. Sendo assim, as negociações das safras 20/21 e 21/22 avançaram 0,59 p.p. e 3,08 p.p. em relação ao mês de maio, respectivamente. Já com relação ao valor da pluma, o preço médio apresentou queda em ambas as safras devido à desvalorização do dólar no último mês. Por fim, a colheita ainda segue em ritmo lento no estado, avançando apenas 3,02 p.p. no comparativo semanal.

🐂 BOI – No comparativo semestral, as exportações mato-grossenses foram 6,44% menor que o registrado no mesmo período de 2020, o que correspondeu com um volume total de 206,01 mil toneladas em Equivalente carcaça (TEC) embarcadas no período, segundo a Secex. O principal fator que manteve as exportações em elevados patamares foram os envios para China e Hong Kong, que no acumulado semestral totalizou 128,04 mil TEC importadas da proteína, correspondendo com 62,44% do volume total embarcado do estado. Já com relação aos dados de abate divulgados pelo Indea-MT, os produtores começam a se preparar para o período da seca e negociam maiores volumes de animais no estado. Com isso, em jun.21., 411,99 mil cabeças de bovinos foram abatidas, acréscimo de 5,05% ante o mês passado.

🐄 LEITE – Segundo os dados divulgados pela Secex, a balança comercial de lácteos referente a jun.21 foi de -22,53 milhões de dólares, recuo de 79,46% ante o mês passado. No respectivo mês, as importações seguiram aquecidas diante da menor oferta de matéria prima no país, resultando no acréscimo de 5,62% em relação a mai.21, o que totalizou 8,88 mil toneladas. No que tange ao faturamento das aquisições brasileiras de lácteos, o aumento foi ligeiramente maior (7,01%). Em contrapartida, nesse mesmo período as exportações de lácteos aumentaram 13,55% em relação ao mês anterior e, segundo o registro da Secex, totalizaram 3,8 mil toneladas de lácteos – o maior volume já registrado para o mês de junho (desde 1997).

🐖 SUÍNOS – Na última semana foram divulgados os dados de exportação e abate do mercado de suínos. No que tange os dados de abate, diante da melhora no escoamento da proteína na primeira quinzena de jun.21, houve um aumento de 9,07% no volume, o que totalizou 283,55 mil cabeças abatidas no estado, segundo o Indea-MT. Já com relação às exportações divulgadas pela Secex, houve um recuo de 5,91% nos embarques mato-grossenses, o que resultou em 3,17 mil t enviadas para o exterior, mas o Brasil aumentou em 6,70% os envios no mesmo período. Apesar do anúncio das autoridades Chinesas em desacelerar as importações, o Brasil ainda não foi afetado por tal medida no mês de jun.21, mas é importante destacar que alguns países já apresentaram recuos significativos como, por exemplo, a Espanha, principal exportador da proteína para o mercado chinês.

🏭 AGROINDÚSTRIAS – Em jun.21, o esmagamento de soja em Mato Grosso aumentou 2,38% comparado ao mês anterior e somou um volume total de 991,69 mil toneladas. O crescimento foi pautado pela alta da margem bruta de esmagamento no estado no comparativo mensal, passando de R$ 352,37/t na média de mai/21 para R$ 414,17/t em jun/21. Bem como o aquecimento das vendas dos subprodutos, principalmente para o mercado externo, uma vez que as exportações mensais do estado aumentaram 14,74% para o farelo e 18,86% para o óleo de soja no mesmo período. Com isso, Mato Grosso já acumula 5,36 milhões de toneladas de soja esmagada na safra 2020/21, ainda 1,60% abaixo do volume visto no mesmo período da safra passada.

Mais detalhes dos boletins do IMEA serão divulgados a partir das 17h30 (horário de MT) pelo site www.imea.com.br

Deixe uma resposta