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J’accuse

J’accuse

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Gil Reis*

A verdade em marcha

J’accuse é o título do artigo redigido por Émile Zola sobre o caso Dreyfus, publicado no jornal L’Aurore em 13 de janeiro de 1898, sob a forma de uma carta ao presidente da República Francesa. Zola contestava a condenação do capitão Alfred Dreyfus, acusado de trair a pátria ao vender segredos do exército francês para os alemães.

Escolhi o título baseado em minha convicção pessoal de que o IPCC da ONU está condenando o ser humano sob a acusação de ser o grande causador das mudanças climáticas, sem dar espaço às milhares de teses que contrariam tal argumento. As teorias que contestam as teses dos cientistas do IPCC aos poucos foram sendo engolidas pela influência da ONU sobre a mídia internacional. Quando procuramos causas das mudanças climáticas, na maioria dos buscadores da Web, somos direcionados para as conclusões do IPCC. Vejam bem, não estou afirmando que todas as teses emanadas do “olimpo” do IPCC estão erradas, o que afirmo é que o tal instituto descartou todas as demais influências sobre as mudanças climáticas.

Depois de exaustivas consultas em diversos buscadores disponíveis na internet, inclusive enganando os direcionamentos procurando “causas das mudanças climáticas”, cheguei a algumas teses que divergem do organismo da ONU. Uma delas foi publicada em 6 de fevereiro de 2009 sob o título “Teoria defende que mudanças climáticas são naturais”, da qual transcrevo alguns trechos:

“Muitos dos que negam que a mudança climática seja causada por ações do ser humano baseiam sua argumentação na teoria do cientista sérvio Milutin Milankovic, que assegura que as variações do clima na Terra dependem das radiações solares. As descobertas de Milankovic (1879-1958), personagem de uma grande exposição aberta na última semana em Belgrado, na Sérvia, permitiram ajudar a entender um dos grandes mistérios da história terrestre: os períodos de sucessão das eras glaciais. ‘Sua grandeza está no fato de que tentou encontrar o vínculo entre os três fenômenos, algo que ninguém tinha feito. Ele introduziu na pesquisa a matemática, o que foi incomparável, e no final sobrepôs os três fenômenos. O resultado ou consequência desses fenômenos é nosso clima’, disse Maksimovic. Aplicando seus cálculos matemáticos, Milankovic chegou à conclusão de que o clima na Terra é formado por grandes ciclos que se sucedem, e que agora nos encontramos em uma época que qualifica como “interglacial”. A quantidade da radiação solar influi de forma direta no sistema climático da Terra, no avanço e na retirada das massas geleiras no planeta. Este ano acontece o 130° aniversário do nascimento de Milankovic e com esse motivo a Academia Sérvia de Ciências e Artes preparou uma ampla exposição dedicada a sua obra. O sérvio trabalhou em sua teoria por 30 anos, desde 1910, e publicou suas pesquisas primeiro em alemão, língua na qual estudou Engenharia Civil em Viena, no começo do século XX. Maksimovic explicou à Efe que o fator humano não pode influir no processo de mudança climática definido por Milankovic. “O homem não pode mudar a posição do Sol, nem da Terra, nem a quantidade (de energia solar) que chega ao planeta”, disse. Por seus méritos na pesquisa sobre a Terra e a mecânica celeste, duas crateras em Marte e na Lua receberam o nome do cientista sérvio. Além disso, foi um dos pioneiros da “paleoclimatologia”, criador do primeiro modelo numérico do clima, fundador da climatologia cósmica e cientista responsável pela primeira interpretação matemática das mudanças da localização dos polos da Terra.”

A presente histeria sobre aquecimento global – com a previsão apocalíptica de fusão das calotas de gelo polar, inundação de cidades costeiras e desertificação de zonas produtoras de alimentos – não ajuda os cidadãos a compreender as forças reais e complexas que moldam o clima da Terra (Hecht 1993-1994).

Existem centenas de teses que contrariam a histeria alimentada pelo IPCC e que foram, praticamente, apagadas da história pelo poder da ONU sobre a mídia internacional e este comportamento suspeito da Organização das Nações Unidas é uma verdadeira “mordaça” nos cientistas discordantes, o que considero um atentado à liberdade de expressão e à difusão do conhecimento que possibilitaria a todos a liberdade de raciocinar sobre o problema mais sério que aflige a humanidade. Uma atitude ditatorial.

Para não me alongar citarei apenas algumas informações mais transcrevendo trechos publicados em artigo por Fabiane Ziolla Menezes em 13/6/2016:

“Metade da população mundial ocupa só 1% da Terra. Os dados da NASA são de 2000, mas a situação não mudou muito e a tendência continua sendo de concentração de pessoas, ou seja, de urbanização. Estima-se que 66% da população mundial vai morar em espaços urbanos até 2050. Até lá seremos, no total, 10 bilhões de pessoas. No ano 2000, porém, segundo um mapa construído pelo especialista em visualização de dados Max Galka a partir de dados da NASA, a agência espacial norte-americana, metade da população mundial vivia em apenas 1% da superfície da Terra – os espaços amarelos no mapa. Mesmo com a janela de 15 anos entre os dados que deram origem a esse mapa e os dias de hoje, a situação não mudou muito e o problema continua sendo a tendência de concentração, não a “falta de espaço” na Terra”.

Assim J’accuse o IPCC da ONU de condenar a humanidade como causadora das mudanças climáticas, tirando-lhe o sagrado direito de defesa ao esconder elementos e argumentos da defesa. Os efeitos mais cruéis e desonestos são as bandeiras dessas organizações utilizadas pelos ambientalistas para atacar o agro brasileiro e restringir sua produção. Quem duvidar da afirmação dos ataques à produção basta atentar às campanhas capitaneadas pelo organismo internacional e executadas pelas ONGs voltadas não apenas para as áreas que hoje produzem como também para as vocacionadas à ampliação da produção.

*Consultor em Agronegócio

 

 

 

 

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