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Moratória do Cerrado um grande equívoco.

Moratória do Cerrado um grande equívoco.
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Por Glauber Silveira

Diante das notícias e campanhas veiculadas que apontam o agronegócio brasileiro como vetor de queimadas e desmatamento, onde toda a preocupação mundial é em virtude do aquecimento global! surgem manifestos equivocados colocando o agro brasileiro como vilão, iniciativas como esta da SOS Cerrado são desproporcionais! Fere a lei brasileira e a soberania nacional! SOS Cerrado quer, “na prática, impor uma moratória, exigindo que a soja plantada em área desmatada no Cerrado a partir de dezembro de 2020 não seja adquirida pelas associadas”.

Importante ressaltar que a expansão deste grão no Cerrado tem sido monitorada e controlada pela própria Abiove e suas associadas. “Relatório publicado em 2020 mostra que a pegada de desmatamento da expansão da soja no Cerrado está caindo e é atualmente muito baixa”, observa a nota da Abiove. “De uma expansão de 5 milhões de hectares na área plantada de soja da safra 2013/14 até 2018/19, apenas 7% foi em área desmatada.”

Na questão do aquecimento global em virtude das emissões de CO2 o Brasil é um dos países que menos emite por país e por habitante! Estas empresas que estão assinando este documento deveriam sim exigir de seus países de origem uma real redução da poluição e de emissão!

A posição da ABIOVE foi correta afinal a agricultura no cerrado é importante é legal! O Brasil tem o direito de explorar sua capacidade produtiva! Ainda mais tendo o Código Ambiental mais severo do mundo! Se todo país tivesse uma reserva legal como temos no Brasil a situação global seria outra. Temos mais de 60% de nossas florestas intocadas e a agricultura ocupa apenas 7% de nosso território! Ou seja, a SOS radicaliza e não constrói nada.

Entendo ser de suma importância que as políticas públicas com foco em meio ambiente e agronegócio devam investir em duas prioridades:

  1. Agenda de regularização ambiental com atuação da União, Estados e Municípios e do Setor Privado;
  2. Contraponto as campanhas que atentam contra a imagem do Brasil.
  3. Controle e monitoramento do desmatamento ilegal privado.

Governos de países importadores e empresas consumidoras de produtos agropecuários estão estabelecendo políticas que obrigarão os originadores a comprovar ausência de ilegalidade associada a desmatamento. A tendência sinalizada do mercado consumidor é implementar tolerância zero com o desmatamento ilegal.

Neste sentido, promover a regularização ambiental é a forma mais eficiente de evitar situação de ilegalidade e novas conversões ilegais. Além disso, o Governo Federal deve criar ferramentas de monitoramento e controle e um planejamento que atrelado a uma boa comunicação, promova a confiança e o zelo pelo meio ambiente das autoridades e cadeias agropecuárias.

Com isso, se evitaria a criação de um novo sistema individual de identificação de desmatamento ilegal, não oficial, por parte dos originadores, reduzindo a competividade dos produtos agrícolas brasileiros e gerando conflitos. Temos nossos erros! Porém somos um exemplo de conservação ambiental e não nos cabe restrições maiores que a lei brasileira já impõe!

 

Glauber Silveira da Silva é Pres. Arefloresta,da C.S.Soja do MAPA, dir. da Aprosoja, Abramilho, produtor, agrônomo, Jornalista e apresentador do Direto ao Ponto.canalrural.uol.com.br/programas/informacao/direto-ao-ponto

www.facebook.com/glauberdiretoaoponto

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