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Setor da soja afirma que os preços devem se manter elevados

Setor da soja afirma que os preços devem se manter elevados

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Em reunião com o presidente Jair Bolsonaro no final da tarde de terça-feira, representantes do setor de soja afirmaram que o cenário de alta dos preços do produto vão continuar no ano que vem.

REUNIÃO COM BOLSONARO

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), os preços internacionais devem continuar subindo em 2021, o que deve contribuir para manter os preços da soja no mercado interno.
Durante o encontro, a Abiove mostrou a situação do mercado de soja para o presidente, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque e a ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Em nota, a associação disse que o período de entressafra e o aumento da demanda no exterior contribuem para o aumento atual dos preços
“A entidade reforçou que 2020 foi um ano de grande aumento da produção de soja e de seus derivados, comprovando que não há falta de produto. E que a demanda internacional por soja em grãos ao longo deste ano foi também muito elevada, o que contribuiu com o aumento dos preços da commodity e gerou alta nos valores dos processados”.

A prévia da inflação divulgada pelo IBGE na última sexta-feira registrou a maior alta para outubro em 25 anos pressionada pelo aumento do preço dos alimentos, incluindo o óleo de soja (22,34%) e do arroz (18,48%). Já o preço da saca de 60kg de soja no porto de Paranaguá, um dos principais do país subiu 89% este ano, pulando de R$ 88 no inicio do ano para R$ 166,6 nesta terça, de acordo com o Centro de Estudos Avanços em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP).

Na reunião, a associação ainda ressaltou que o crescimento dos mercados de biodiesel e carne são o “melhor estímulo” para a industrialização da soja no Brasil “garantindo o fornecimento de derivados em momento de alta demanda, como o que vivenciamos ao longo deste ano”. A expectativa da associação para 2021 é que o recorde de produção seja renovado normalizando a disponibilidade do produto.

“Também foi explicado que o Brasil está no período de entressafra de soja e, portanto, de menor disponibilidade da oleaginosa no mercado. Fator que também contribui para a redução na disponibilidade do produto e a respectiva alta dos preços. Este cenário, no entanto, tenderá a ser normalizado em janeiro, quando começará uma nova safra”. (diariodecuiaba)

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