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Terrorismo Climático

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As mudanças climáticas são apresentadas de formas tão extremistas que servem de justificativa ao terrorismo

Por Gil Reis – Consultor em Agronegócio.

O texto e a divulgação dos relatórios do IPCC são tão apavorantes que os cidadãos mais decentes do mundo, que não possuem nenhum conhecimento do assunto, ficam chocados. A resposta imediata é o pedido de intervenção governamental nas atividades privadas, puro suicídio e um atentado inominável contra aquelas organizações que geram empregos, riquezas e renda. Todos já se sentem ou criminosos ou vítimas dando origem a um movimento nascente de ‘terrorismo climático’. Quem o afirma não é este articulista e sim Robert Hefner, investidor, escritor, autor, palestrante e consultor em artigo divulgado em 09/12/2021 no site CEFACT e publicado originalmente no Real Clear Energy, que ‘pinço’ alguns trechos.

“Considere que Tracy Stone-Manning, a nomeação de Biden para diretora do Bureau of Land Management, foi confirmada pelo Congresso apesar da prova de que ela estava envolvida em ecoterrorismo e mentindo sob juramento. A New Yorker continua a plataforma do terrorista, Andreas Malm, desde setembro. Malm publicou um livro intitulado How to Blow Up a Pipeline e “insiste que o movimento climático repensar suas raízes na não-violência” em seu podcast com David Remnick.

A Amazon continua a plataforma de seu livro. Quando perguntado se ele estava planejando um ato de terrorismo, Malm respondeu: “se eu estivesse planejando coisas, não diria a você”. As metáforas foram dramáticas na COP26, quando o ex-presidente Barack Obama instruiu a multidão a “votar como se sua vida dependesse disso”. O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, descreveu-o como um dispositivo apocalíptico preso à humanidade. O secretário-geral das Nações Unidas, Antônio Guterres, alertou que os humanos estão “cavando nossas próprias covas”.

Outro pediu aos líderes mundiais que comprometam ações concretas para “parar a extinção de nossa espécie”. Podemos genuinamente culpar as pessoas por acreditarem que o mundo vai acabar, apesar da retórica infundada, quando seus líderes lhes dizem que sua existência está em risco se não responderem de maneira igualmente extrema? Dadas essas advertências terríveis de líderes respeitados, que Glasgow é amplamente vista como um fracasso nos círculos climáticos, serve apenas para agravar ainda mais o desespero percebido. Se os extremistas climáticos já não estivessem a ponto de abraçar o terrorismo antes de Glasgow, eles agora podem ter passado do ponto de ruptura.

David Suzuki, o padrinho do movimento ambiental canadense, parecia ecoar Andres Malm ao advertir: “os oleodutos serão explodidos se os líderes não agirem sobre as mudanças climáticas”.  Como Suzuki reconheceu, a violência dentro do movimento ambientalista já está acontecendo. A Extinction Rebellion Canada defendeu os comentários de Suzuki dizendo, em parte, “não apenas os oleodutos serão explodidos, mas podemos ter certeza de que os líderes mundiais serão julgados por traição ou pior – serão mortos”.

O primeiro-ministro de Alberta Canadá twittou: “Esta incitação à violência por David Suzuki é perigosa e deve ser condenada universalmente”.  A própria fundação de David Suzuki tentou se distanciar dos comentários incendiários de seu fundador – Suzuki “fala em seu próprio nome – não pela Fundação David Suzuki”. Enquanto os líderes canadenses foram rápidos em denunciar Suzuki, os líderes americanos permaneceram em silêncio. Resta saber se empresas de notícias como The New Yorker e gigantes da tecnologia como Amazon, Twitter e Facebook vão agir.”

Enquanto mundo inteiro, devidamente impressionado, toma medidas para salvar o planeta preservando o meio ambiente, movimento capitaneado pela ONU, UE e EUA o Presidente Biden completamente equivocado segue em outra direção como afirma Tom Harris em seu artigo datado de 09/03/2022 no RealClear, sob o título “Os planos de carros elétricos de Joe Biden apoiam os piores abusos humanitários do mundo”:

“Em seu discurso sobre o Estado da União na terça-feira, o presidente Joe Biden promoveu os veículos elétricos (VEs), alardeando seus planos de estabelecer “uma rede nacional de 500.000 estações de carregamento de veículos elétricos”. Ao fazer isso, Biden está involuntariamente apoiando os piores abusos humanitários do mundo. Isso se deve à forma como são obtidos os materiais usados ​​na fabricação das baterias que alimentam os VEs atuais.

Para apoiar a enorme expansão de veículos elétricos promovida por Biden, precisaremos de imensas quantidades de materiais necessários para fabricar baterias de veículos elétricos, por exemplo, lítio, cobalto, grafite, níquel, manganês e alumínio. Vamos considerar as fontes de apenas três dessas substâncias – lítio, cobalto e grafite – para ver onde surgem as questões de direitos humanos.

Em uma bateria normal de 1.000 libras de Li-ion EV, há cerca de 25 libras de lítio. Como as salmouras de lítio normalmente contêm menos de 0,1% de lítio, cerca de 25.000 libras de salmouras são necessárias para obter as 25 libras de lítio puro. Este é extraído principalmente do Tibete e das terras altas da Argentina-Bolívia-Chile (de acordo com o US Geological Survey, 58% das reservas mundiais de lítio são encontradas no Chile) conhecido como “triângulo do lítio”. A produção de lítio no Tibete resulta em peixes mortos e tóxicos e carcaças de vacas e iaques flutuando no rio Liqi. A mina Ganzizhou Rongda Li no Tibete envenenou completamente este rio.

Da mesma forma, os povos nativos do triângulo do lítio enfrentam riachos contaminados necessários para consumo humano, rega de gado, sistemas de irrigação com montanhas desoladas sobre o sal descartado do processo de salga do lítio.”

Recentemente participei de uma reunião, juntamente com inúmeras entidades do agro, onde um climatologista do governo expunha um trabalho relativo à preservação do meio ambiente e no final, por não ter encontrado qualquer menção indaguei – qual a contribuição deste enorme país continente com as atividades de seu povo com os gases de efeito estufa na atmosfera? A resposta foi simplesmente espantosa, pasmem todos – o nosso país contribui com apenas 3% de todas a emissões do mundo. Assim o que justifica todas as sanções e repressões comandadas pela ONU, UE, Reino Unido e EUA contra o que é produzido pelo nosso agro? Levando em conta que as emissões dos nossos bovinos e do desmatamento são meros traços nas emissões mundiais de gases de efeito estufa?

Afinal em quem acreditar?

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