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Entenda como funciona o Fundo Brasil-China

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Fundo para alavancar investimentos entre os dois países foi lançado durante o Fórum de Investimentos Brasil, em São Paulo.

Lançado nesta terça-feira (30), o Fundo Brasil-China foi criado com o objetivo de estabelecer um mecanismo para financiar projetos de comum interesse entre os dois países.

Com uma relação comercial expressiva, Brasil e China deverão aprofundar a relação comercial com o acordo, que prevê um aporte de até US$ 20 bilhões, dos quais US$ 15 bilhões serão desembolsados pelos chineses e o restante pelas instituições brasileiras.

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Para se ter uma ideia, de janeiro a abril, as exportações brasileiras para a China somaram US$ 16,9 bilhões, um crescimento de 50,47% em relação ao mesmo período do ano passado. Com isso, a China manteve o posto de principal destino dos produtos brasileiros.

A seguir, entenda mais um pouco sobre o acordo:

Por que o acordo é importante?

A relação comercial entre os dois países já é bem avançada e, com o acordo, promete ser ainda mais exitosa. Por isso, o acordo prevê o financiamento de projetos de interesse nas áreas de infraestrutura, logística, energia e recursos minerais, agroindústria, tecnologia avançada, agricultura, armazenagem agrícola, manufatura, serviços digitais.

A previsão é que a relação entre os dois países atinja seu maior nível de cooperação, já que isso aumentará a capacidade produtiva do Brasil e da China.

Como é a composição do fundo?

Dos US$ 20 bilhões que vão compor o fundo de investimentos, até US$ 15 bilhões virão por meio do Fundo de Cooperação Chinês para Investimento na América Latina (Claifund). O restante será formado por investimentos de instituições brasileiras.

Nesse sentido, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Caixa Econômica Federal terão preferência no direcionamento de recursos para o fundo.

Como será a aprovação dos projetos?

O Fundo será administrado por uma secretaria-executiva, sob responsabilidade da Secretaria de Assuntos Internacionais do Ministério do Planejamento (Seain/MP), integrado por um grupo técnico de trabalho e um Comitê Diretivo, composto pelos secretários-executivos do governo federal e três representantes chineses.

A Secretaria de Assuntos Internacionais do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão ficará responsável pela secretaria-executiva do fundo e, por meio de um grupo de técnicos de um comitê diretivo, será responsável por avaliar se os projetos atendem aos interesses do Brasil e da China, como uma espécie de filtro.

A avaliação da viabilidade econômica do projeto e deliberação sobre os investimentos será exclusiva dos financiadores do fundo. Ou seja, das instituições chinesas e brasileiras que irão compor a carteira de investimentos do fundo.

Por fim, os projetos serão submetidos a Cartas-Consulta – documento que descreve ações e custos previstos de execução – disponibilizados para preenchimento em meio digital ou impresso.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão.

 

 

 

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