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Sedec promove workshop para debater o Balanço Energético

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Em breve, a nova publicação estará disponível para consulta pública no portal da Sedec

por Renata Menezes | Sedec-MT

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), em parceria com o Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético (Niepe), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), realizou na segunda-feira (12.06) o workshop ‘Balanço Energético de Mato Grosso e Mesorregiões 2015: condicionantes para o desenvolvimento estadual’, finalizando o ciclo do projeto que deu origem ao novo Balanço Energético de Mato Grosso 2015 (referente aos anos de 2010/11/12/13/14).

A programação foi realizada no auditório da Faculdade de Economia e contou com diversas palestras, como ‘Aspectos Metodológicos da Coleta de Dados de Combustíveis Sólidos em Mato Grosso e de Dados Socioeconômicos do IBGE’, ministrada pela chefe estadual do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em Mato Grosso, Millane da Silva. Ela destacou a importante parceria com a Sedec para a troca de informações.

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Logo depois, foi a vez do tema ‘A Importância dos Balanços Energéticos para o Planejamento’, com o professor doutor da Unicamp, Mauro Berni. Ele falou sobre o potencial de Mato Grosso para ser um dos principais produtores de energia renovável, a partir da agricultura e seus resíduos, especialmente da biomassa. “Em se tratando de aspectos favoráveis para o desenvolvimento de projetos energéticos, Mato Grosso sai na frente perante outros Estados. Um livro como o Balanço Energético é de suma importância pois, para planejar com eficiência é preciso ter dados, números, informações de campo”, ressaltou.

O acadêmico discursou sobre os desafios que serão levados em conta para elaborar um planejamento energético daqui por diante, como aliar as questões do meio ambiente com a preservação e manejo dos recursos naturais e novas formas de gestão que enxerguem a atividade como um dos motores de desenvolvimento para a economia e para a sociedade. O professor citou como exemplo o trabalho encomendado pela organização das Olimpíadas de Tóquio de 2020 para a elaboração de um projeto de ‘edifício verde’ para abrigar os atletas, sem emissão de gases e consumo próprio de energia. “Eles estão se antecipando para mostrar que é possível construir um legado olímpico que não agrida, não polua, seja autossuficiente e sirva para as próximas gerações, bem diferente do que aconteceu com o Brasil, que não explorou como deveria seus recursos naturais e técnicos”, argumentou.

Para concluir, o coordenador do Niepe, Ivo Dorileo, falou sobre alguns dados contidos no novo Balanço Energético. Ele destacou que a nova política do Estado de isentar o ICMS das operações de micro e minigeração distribuída de energia de fontes renováveis possibilitaram o aumento do número de conexões de 12 em 2015, para 188 em maio deste ano. O número representa 5,56% da potência instalada no Brasil e Mato Grosso ocupa a sétima colocação no País em capacidade instalada, com forte ênfase na energia solar fotovoltaica. O Estado atualmente produz cerca de 100% de energia renovável, sendo eletricidade com 66% e produtos da cana 32,5%.

Balanço Energético

Para o secretário adjunto de Indústria, Comércio, Minas e Energia da Sedec, Lucas Barros, o Balanço é essencial para o mapeamento de oportunidades de investimento em qualquer Estado. “É através desse estudo que se conhece o comportamento de consumo dos vários setores econômicos, principalmente o industrial. Nos permite realizar um mapeamento de oportunidades de investimento a partir da identificação do comportamento de consumo de vários setores econômicos, sobretudo, o industrial que é o nosso foco”, explicou.

Segundo Ivo Dorileo, todas as iniciativas em torno do estudo serviram para inserir o assunto no âmbito acadêmico e para a sociedade: “Ao longo de todo o projeto de lançamento do livro fizemos questão de reunir estudantes, professores, técnicos, empresários, governo e sociedade em um debate democrático afim de termos mais conhecimento sobre as fontes de energia que contribuem para melhores condições ambientais e de vida em geral, desmembrado cada uma das cinco mesorregiões em conformidade como as diretrizes adotadas pelo Ministério de Minas e Energia”, pontuou.

A última versão do balanço havia sido publicada há seis anos. O projeto foi retomado, porque o atual governo considera a publicação como um instrumento fundamental para o planejamento energético regional.

“Publicarmos novamente esse Balanço foi como uma vitória para todos que atuam na cadeia energética no Estado. Com ele podemos fazer todo o planejamento energético regional e, assim, definir políticas adequadas ao nosso cenário. Pretendemos continuar fortalecendo o setor com outras iniciativas”, disse o coordenador de Energia da Sedec, Teomar Estevão.

Conforme Teomar, outros projetos já estão em andamento para fomentar o segmento. Ele cita a contratação do Balanço Energético 2017 (relativo aos anos 2015/16); a contratação de um estudo da visão da matriz energética para os próximos 20 anos; a ampliação do fornecimento de gás boliviano e a criação das Leis de estímulo à Biocombustíveis e Energias Renováveis.

Em breve, o Balanço Energético 2015 estará disponível na íntegra para consulta no site da Sedec.

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