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Oficinas técnicas marcaram o último dia do Seminário de Gestão de Incêndios Florestais

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por Augusto Pereira | CBMMT

Uma aula prática com equipamentos de combate ao fogo. Foi assim o último dia (07/06) do 3º Seminário de Gestão de Incêndios Florestais, realizado pelo Batalhão de Emergências Ambientais (BEA) do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT). O Seminário foi realizado em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa de Mato Grosso (Fapemat) e teve o objetivo de difundir a produção de conhecimento científico sobre incêndios florestais promovendo a integração de conhecimentos.

As palestras aconteceram no auditório do Centro Cultural da UFMT e a aula prática na área do Exército Brasileiro destinada para treinamentos. Mais de 50 participantes, dos mais de 360 inscritos no seminário, participaram da instrução prática dada pelos bombeiros militares. As técnicas de queimada segura são indispensáveis para o controle do fogo, já que a experiência de proibição absoluta como já aconteceu no estado de São Paulo, se mostrou ineficiente na gestão de incêndios.

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A queima na agricultura é uma técnica que faz parte da cultura rural do país, é preciso conscientizar as pessoas do período proibitivo e das condições seguras para realização de uma queimada controlada. Como disse o palestrante da abertura do seminário, professor Ronaldo Soares, da UFPR, “toda a nossa tecnologia foi construída a partir do uso controlado do fogo, desde a pré-história até hoje controlamos o fogo para cozinhar, na combustão dos motores dos carros ou na tecnologia de foguetes espaciais”.

Na aula de campo os participantes do seminário se distribuíram em tendas para aprenderem sobre uso de bombas costais, abafadores, motosserras e motorroçadoras. Em seguida deram prosseguimento com a abertura de aceiros e a queima de uma pequena área de 100 metros quadrados (10m x 10m). Para o TC BM Paulo Barroso, comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA) do CBMMT, esse é um conhecimento básico para brigadistas. “As brigadas mistas são atualmente a melhor resposta na gestão de incêndios em áreas rurais e florestais, elas têm conseguido levar conscientização e atendimento rápido a áreas em que ainda não há uma unidade do CBM”, diz o TC BM Barroso.

Além da aula de campo, mais 20 participantes do Seminário fizeram a oficina voltada para o Geoprocessamento no laboratório da UFMT. Em todas as oficinas haviam facilitadores do CBM e da UFMT atuando em conjunto em busca de uma maior integração de conhecimentos e habilidades. O pesquisador Fabiano Morelli, do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) destacou que o foco do seminário em “gestão” foi muito acertado, já que faz parte de uma política nacional que tem sido desenvolvida especificamente para o manejo integrado do fogo. Morelli apresentou dados que são resultados de pesquisas por sensoriamento remoto no Impe. O 3º Seminário de Gestão de Incêndios Florestais teve início na segunda-feira (05/06), Dia Mundial do Meio Ambiente e se estendeu até hoje.

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