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Estelionatário é preso por vários golpes em compras de veículos anunciados pela Internet

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Assessoria|PJC-MT

Um dos maiores estelionatários do Estado de Mato Grosso e sua convivente foram presos pela Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DERRFVA), da Polícia Judiciária Civil, na noite de segunda-feira (30.10). O suspeito Elielson da Silva, e sua companheira Alice Mirtes Costa Pires, são acusados de praticar golpes em pessoas que anunciam veículos para venda em sites da Internet.

Elielson é reincidente em diversos crimes e possui quatro condenações por estupro, extorsão e homicídio. Ele e a companheira foram autuados em flagrante por tentativa de estelionato e associação criminosa.

O suspeito deixou a Penitenciária Central do Estado (PCE), no final do mês de maio e passou a ser investigado pela Polícia Civil por envolvimento em vários crimes de estelionato. De acordo com as investigações, Elielson e Alice, articulados com outros reeducandos do Sistema Prisional, praticavam reiteradamente golpes, vitimando pessoas de Mato Grosso e outros estados brasileiros.

O grupo liderado por Elielson, fazia contato telefônico, via celular, com anunciantes de veículos à venda na internet, através de sites de compra e venda. Na conversa, o suspeito usava nomes falsos se identificando como “empresário” ou “servidor público” e, por meio ardil e bem elaborado, negociava e mostrava interesse em adquirir o veículo.

Em seguida, Elielson fazia contatos com outras vítimas, geralmente proprietários ou responsáveis de estabelecimento de venda de veículos, denominadas “garagens”, oferecendo o mesmo veículo anunciado à venda pela primeira vítima, por valor convidativo abaixo da tabela.

O objetivo era fazer com que o “garagista” tivesse interesse pela oferta irrecusável. Depois, o golpista novamente entrava em contato com o vendedor (vítima 1) fazendo com que apresentasse o veículo no estabelecimento do garagista (vítima 2).

Ao receber o veículo, a vítima 2 realiza depósito ou transferência do valor integral ou parcial, na conta indicada por Elielson. Assim que depósito ou transferência bancária era realizado, comparsas orientados por Elielson já estavam a postos no banco, para rapidamente sacar o valor depositado, obtendo, assim, a vantagem ilícita.

De acordo com o delegado de polícia, Marcelo Martins Torhacs, há situações em que a vítima combina de entregar o dinheiro em determinado local, previamente combinado com Elielson. Nesses casos, comparsas do estelionatário, como sua convivente Alice, terceiros ou ainda mototaxistas (estes quase sempre não sabendo a origem ilícita do dinheiro), busquem a quantia com as vítimas.

No entanto, na segunda-feira (30.10), os policias civis do Núcleo de Inteligência (NI) da DERRFVA, identificaram que Elielson estava agindo novamente, tendo como vítima um policial civil do Estado de Rondônia.

Diante dos indícios, os investigadores da DERRFVA conseguiram intervir na consumação do golpe, quando realizaram a abordagem de uma mototaxista, contratada por Elielson para buscar a quantia de R$ 8,5 mil em dinheiro, com a vítima.

Em entrevista, a mototaxista afirmou não ter conhecimento da origem ilícita do dinheiro e apenas estranhou o fato de Elielson pedir a ela que se identificar falsamente à vítima, como “sua sobrinha”. Ela também indicou a casa onde o casal residia.

Os policiais seguiram até a residência do casal e ao perceber a presença da Polícia, o suspeito tentou se esconder dentro da caixa d’água. Elielson deveria utilizar tornozeleira eletrônica, porém rompeu o dispositivo há algumas semanas. A tornozeleira foi encontrada na casa e apreendida.

Além de responder pelos crimes de estelionato e associação criminosa, Elielson será indiciado pelo crime de dano qualificado, em razão de desobedecer a decisão judicial que o colocou em liberdade mediante monitoramento eletrônico, rompendo a tornozeleira eletrônica.

Em 2015 Elielson foi preso em flagrante  pela DERRFVA, mas na ocasião recebeu liberdade provisória. Considerado experiente na prática de crimes, ele já permaneceu preso por 13 anos e ainda debochou sobre a atual prisão em flagrante.

Diante dos fatos e comprovação da reiteração de condutas criminosas, as quais Elielson comete estelionato, receptação de objetos ilícitos e extorsões, o delegado de polícia Marcelo Martins Torhacs, representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva do suspeito.

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