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Reeducandas de Nortelândia ingressam em projeto de qualificação em costura

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Projeto Japuíra, iniciativa do Instituto Mato-grossense do Algodão, leva qualificação à reclusas e mulheres da comunidade

por Raquel Teixeira | Sejudh-MT

Reeducandas da cadeia feminina de Nortelândia (250 km ao norte de Cuiabá) participam de uma nova atividade de ressocialização, o Projeto Japuíra, que capacitará as mulheres reclusas em confecção de peças em malha. O projeto é extensivo a outras sete participantes da comunidade local e é realizado pelo Instituto Mato-Grossense do Algodão (IMAmt) em parceria com a Prefeitura de Nortelândia e a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, por meio da unidade prisional.

O Ima é responsável por fornecer as máquinas industriais, materiais necessários, como tecidos e linhas, e também instrutores capacitados. Em contrapartida, a prefeitura parceira ficou encarregada de montar a estrutura física e fazer o recrutamento das alunas. A turma do curso tem aulas numa estrutura montada no parque de exposições da cidade.

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De acordo com a diretora da unidade, Adriana Quinteiro, os critérios de seleção das recuperandas para participarem do curso foram o bom comportamento e o desejo de novas perspectivas de vida. Ela relata que já nos primeiros dias de treinamento foi possível perceber o entusiasmo das alunas. “Esse treinamento é de suma importância para a mudança do futuro das recuperandas, pois muda suas perspectivas de vida e as insere novamente no mercado de trabalho”, afirma.

Além de Nortelândia, o Projeto Japuíra é realizado também na penitenciária Major Eldo de Sá Corrêa, em Rondonópolis. Na maior unidade prisional do interior do estado, uma turma de 25 reeducandos participa do curso de costura industrial em tecido como jeans e brim. Com o término da qualificação, iniciada no mês de março, a oficina de costura da unidade terá a capacidade de produção ampliada, pois terá mão de obra para confeccionar uniformes para os reclusos das unidades da região Sul, além de uniformes dos funcionários da penitenciária.

J. S., 40 anos, é iniciante na costura e acredita na oportunidade de qualificação dentro dos muros da penitenciária como a chance para melhorar sua vida quando sair. “Aprendi alguma coisa de costura em casa, sei fazer à mão. Agora com o curso podemos caprichar mais”.

Projeto Japuíra

Surgiu em 2004, idealizado por Álvaro Salles, diretor executivo do IMAmt, e, desde então, é visto pelos cotonicultores associados à Ampa – Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão como uma forma de compartilhar com a população os benefícios da cotonicultura. Hoje, os treinamentos são realizados com apoio financeiro do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA).

Cerca de 3.500 pessoas em mais de 20 municípios já foram capacitadas, utilizando uma metodologia inovadora desenvolvida pelo consultor Romero Sobreira de Carvalho. O treinamento tem duração de três meses, com carga horária de 528 horas, e após esse período os alunos são estimulados a formar cooperativas de costura como forma de gerar renda.

“Com essas novas parcerias, o Japuíra vai ampliando sua inserção na sociedade mato-grossense, cumprindo seu objetivo de dar novos horizontes a parcelas da população que não são beneficiadas diretamente pela produção de algodão”, comenta Osmar Rodrigues, coordenador do projeto.

“Fico feliz em ver que o Japuíra continua dando frutos e ampliando seu alcance 13 anos após sua criação. Nossa proposta é unir os produtores de algodão, por meio da Ampa e do IMAmt, prefeituras municipais e o empresariado local para oferecer qualificação profissional a pessoas que se encontram sem outras oportunidades. A indústria têxtil é o segundo maior empregador e o setor de confecção tem muito a crescer num estado que se consolidou como o maior produtor de algodão do Brasil”, conclui Alvaro Salles.

Com informações da Assessoria Ampa  

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